quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

HISTÓRIAS DE FAMILIA - MEU AVÔ

 Este era meu avô materno. Ele se chamava Crescêncio Antunes, era lavrador e tinha uma armazém em suas terras que tinham três alqueires. Faleceu com 73 anos., se vivo fosse teria cerca de 125 anos. Teve oito filhos que sobreviveram do total de 16. Ele tinha 45 anos quando mamãe nasceu. Sabia ler e escrever num tempo que isso era raro para um pequeno agricultor. Era muito conhecido e respeitado como homem de bem. Era autoridade no local, Cambucás em Silva Jardim, pois decidia se uma pessoa seria presa ou não. Era muito rígido com a filhas mas não espancava. Só vigiava para casarem direitinho. Cortava cabelo mas não cobrava de ninguém. Plantava arroz, Feijão, milho e criava galinhas, cabras e cabritos . Tornou-se cristão com cerca de 50 anos. As pessoas gostavam muito dele. A casa era de assoalho (madeira) e alta. Tinha oito cômodos grandes. Embaixo ficava o poleiro. Ele fazia vasilhas de madeira, colheres para uso doméstico, gamelas, cestos, peneiras, esteiras tudo para uso da família. Seu armazém era colado na casa. A família comia muito bacalhau, carne seca o refrigerante era de morango que era servido na temperatura normal pois não havia geladeira. O colchão era de capim. Havia muita fartura e as crianças era muito felizes. Fonte:mamãe

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Claudinha Miranda, Emilia Miranda e outras 32 pessoas

A MÃO DO PAI

 Mães costumam resolver alguns problemas com os filhos sem o conhecimento do pai. Em muitos casos o filho recorre à mãe em segredo. Eles temem a mão pesada do pai. As mães se sobrecarregam, economizam, sacrificam-se e algumas vezes a tempestade passa enquanto o pai descansa vendo o noticiário. Penso que tal comportamento fere o voto de fidelidade, mas tudo bem, tem sido assim desde sempre. Haja vista as confabulações de Rebeca com Jacó. Porém, não raro, as mães chegam à exaustão e quando o pai entra em palco o cenário está destruído. A mão pesada do pai entra quebrando mais algumas peças, parece até que as coisas estão piorando. Ele chama o feito a ordem e bota o trem nos trilhos a ferro quente, muitas vezes, e a vida segue novamente em águas serenas, ao menos por algum tempo. A mão do Pai me lembra a mão de Deus. Nós, como mães, vamos tentando resolver a nosso modo as dificuldades mas chega uma hora que a gente joga a toalha e recorre seriamente ao Pai com uma conversa sincera. “Eu não sei mais o que fazer!”, acho que na verdade, nunca soube. “Assume daqui que eu estou moída e não há um só isso inteiro em mim”. Pensa num momento bom mas ruim! Ele assume e um terremoto poderá começar. Porém, devemos esperar confiantes. Quando o Pai assume coisas difíceis podem acontecer mas “pés de galinha nao matam pinto”. Deus é Pai, não é Padrasto. Bom domingo!

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Penha Salles, José Henrique Berbert Gomes e outras 7 pessoas

O PÃO NOSSO DE CADA DIA...

Há momentos em que orar é um ato parar fortes. Porém eu, não sou, ou não estava hoje. Comecei a orar,  com a alma em tempestade, contando para Deus o que estava me maltratando. Queria orar, mas o que dizer a Deus? Ele já não sabe tudo? Lembrei do meu caderno de oração onde um rol de nomes e problemas estão arrolados como numa lista de supermercado e que normalmente eu vou passando um por um em oração.   Não tenho direito de dizer a Deus o que ele tem que fazer. Quem sou eu? Peço um emprego tal para alguém e esse alguém consegue e lá pelas tantas chegando no trabalho é assaltado e morre vitima da violência urbana . SE não sei o que está adiante, não posso ficar pedindo coisas a Deus aleatoriamente. Mas ele sabe!   Então vale o “ que seja feita a tua vontade”.  Mas é só isso? Pedi ajuda ao Espirito Santo, “ por misericórdia me ensina a orar”.  Minha lista não tem fim, não posso dizer para Deus fazer isto ou aquilo, afinal Ele é Deus e sabe todos os desdobramentos de todas as coisas e não me deve explicação nenhuma. Lembrei da oração de Jesus que pede tão pouco para si e para os seus. Na verdade ele pede coisas para o próprio Deus “santificado seja o teu nome... venha o teu reino... seja feita a tua vontade... o pão nosso... ah! O pão nosso! Não é tão simples... Ele pediu o básico e essencial, para todos, hoje... minha cabeça disparou em uma cascata de imagens. O pão nosso de cada dia é a pequena porta por onde entrará o emprego para o desempregado, a saúde para o doente voltar trabalhar, a saúde mental para criar, os remédios para sarar a doença que impede de trabalhar, a farmácia, a indústria farmacêutica,   a empresa para que homens possam investir e gerar empregos, a universidade que forma homens hábeis em criar novas tecnologias e vacinas e procedimentos e agrotóxicos e hormônios e adubos. O pão nosso depende do agricultor, da chuva e do sol. O pão nosso precisa do comerciante, do comerciário, do padeiro, do cozinheiro, do agricultor, do caminhoneiro, do combustível, do petroleiro... meu Deus! E eu ainda achando que Jesus não pediu nada para os homens em sua oração. Sim, jesus pediu tudo para todos com uma só frase. Tudo que eu levaria horas e meus joelhos ficariam como de camelos de tão calejado e ainda não seria capaz de relatar tudo. Parei e, emocionada, pedi, por fim, “Senhor, o pão nosso de cada dia... não me falte, nem aos meus vizinhos, nem aos meus irmão em cristo, nem aos moradores do meu bairro, da minha cidade, do meu pais. E que em nenhum lugar deste planeta falte o pão nosso de cada dia. Acho que Deus terá muito o que fazer se de fato, decidir atender à minha oração desta noite e não me processar por plagiar a oração do seu filho amado Jesus. 

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

UMA REFLEXÃO SOBRE ABORTO



Dentro de todos os homens existe um feto de três meses que ele já foi um dia. Se pudéssemos voltar no tempo e exterminar esse feto toda existência seria tragada por tal ato. Aborto não é questão de saúde pública mas sim de saúde espiritual, emocional, moral, ética e social. Útero materno deveria, quem sabe, ser declarado patrimônio da humanidade e se transformar em um local de preservação total da vida. A humanidade tão civilizada não deveria abrir um caminho novo para as vidas humanas em vez de estimular e autorizar seu extermínio? Como uma vida inteira de um ser humano fica na disponibilidade da vontade de uma só pessoa? Uma mulher que deseja despedaçar o filho em seu ventre precisa de ajuda psicologica, espiritual e humanitária. Ela não precisa de uma autorização do estado para que um médico canalha abortista lhe perfure o ventre e arranque o filho em pedaços deixando-a também com a vida em pedaços. O que é mais fácil? Um programa de apoio e socorro aos desvanecidos ou simplesmente colocar o problema numa guilhotina “ a la Robespierre”? A última solução está sendo cogitada pelas autoridades brasileiras sob argumentos falaciosos e hipócritas de estar fazendo o melhor para a mulher que entende que é a guardiã da vida e com ela faz o que desejar se assim entender. Meu corpo, minhas regras? Não! Meu corpo, regras do Senhor! Meu corpo casa de vida do útero ao coração que são os lugares onde os filhos são devidamente gerados. Que Deus abençoe o povo brasileiro e nos livre da morte prematura. Bom dia!
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SOBRE O APOSTOLO PAULO E A RODA GIGANTE DA VIDA

 A roda-gigante. A toada da vida é como as cadeiras de uma roda-gigante. Paulo e Barnabé estavam pregando em Icônio e um povo mau se juntou para os destruir. Eles estavam angustiados e humilhadas. Tiveram que sair às escondidas e fugir como se fossem bandidos perigosos ou estelionatários nocivos. Passados alguns dias , já com a cabeça erguida, estavam em Listra e com uma palavra de fé deles, Jesus curou um homem aleijado. A roda se mexeu e eles subiram. Agora eram adorados como Deuses: um ganhou o nome de Júpiter e o outro de Mercúrio. Mas eles não eram bobos e não se deixavam levar pela vaidade dos sentimentos passageiros e oportunistas dos homens. Rejeitaram os louvores daqueles homens e os encaminharam à Deus. Este mesmo povo, adiante foi insuflado por inimigos de Deus que vieram da cidade vizinha Icônio, e agora apedrejaram a Paulo até que achassem que ele estava morto. Sim a vida é bem assim. Um dia a Glória o outro a escória. Como você lida com isso? Como dizia o Roberto carlos: “é preciso saber viver!” Sob pena de enlouquecer. Paulo foi levado para fora da cidade tido como morto. Mas Paulo tinha amigos que o ajudaram a levantar. Ele prosseguiu sua caminhada até o dia que Deus determinou. Que seja assim na nossa vida. Que o subir e descer do pódio não nos impeça de ser, de fato, aquilo que Deus deseja que sejamos: mais que vencedores. Bom domingo!

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SOBRE GIDEÃO

 Quando Gideão chegou ao Jordão seus 300 homens estavam já cansados, mas ainda perseguindo”. A guerra começara há algum tempo mas não tinha prazo para acabar. A vitória era quase certa mas ainda havia um exército de milhares para ser derrotado. Uma guerra desigual, ou não? Não, quando Deus está à frente no comando . Trezentos e um homens cansados, desanimados, as pernas já estavam trêmulas. Com fome , pediram ajuda em duas cidades que lhes viraram as costas. Eles tinham um objetivo e uma fé no coração e por isso não parariam até vencer. Fé e objetivo. Esse são o combustível da sobrevivência de um homem. No meio das batalhas sentimos as forças se esvaindo, pedimos ajuda e não recebemos, porém, não desistimos! Lá na frente Paulo descreve isso “ Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos”2 Co 4:9. Os trezentos homens de Gideao +Deus= 120mil homens derrotados. Deus não muda amigo meu! Por que desistir? Ele dá força ao cansado, e aumenta as forças ao que não tem nenhum vigor. Nele fazemos proezas. Até mesmo aparentes derrotas são cortinas que escondem o cuidado e a bondade de Deus em nossa vida. Seja forte! Prossiga! Na vida não podemos parar para petiscar amarguras e lamentos, pois há um exército à frente para ser derrotado e uma herança eterna para ser conquistada. ( base: Jz. 8:4)

SOBRE A MORTE - A VIDA CONTINUA

 Durante minha infância e adolescência não tive contato com a morte de pessoas chegadas. Somado a isso nossa cultura religiosa repetia que morreu, acabou e que o mais importante é o espírito e ele deixa o corpo que vira pó. Assim seguimos sem nos ocuparmos com os restos mortais dos que se iam. Dia de finados era apenas um feriado a mais onde católicos iam ao cemitério acender velas, colocar flores e rezar. Nunca questionei muito isso como acontece com a maior parte da herança religiosa que recebemos. Minha vó morreu, meu vô, amigos, primas e primos queridos e , meu pai. Meu coração começou a se incomodar com essa postura de indiferença ao nossos mortos. Como assim? Os restos mortais de José foram levados para Canaã, o toque de um morto nos ossos de Eliseu o fez ressuscitar. O corpo morto de Jesus levantou e Reina sobre a eternidade… nossos mortos são nossos!. Ontem, de pé ao lado da sepultura do meu pai tive uma visita silenciosa de um especial conforto. Meu pai que está tão distante estava ali do lado. As mãos que consertavam o motor do meu fusca, capinavam meu quintal, faziam um cafezinho e fritavam meu peixe, que dirigiam um caminhão pelo Brasil afora para me sustentar… a boca que me aconselhava e contava tantos causos, estava de certa forma bem ali tão perto… debrucei-me sobre a pedra fria que guardava o calor do sol e deixei verter uma lágrima de saudade. A viva consciência da morte me aquietou a alma . Pensei em Jesus: a verdade pode ser dura mas liberta. Desci lentamente entre uma lápide e outra. Fui até o meu avô, minha prima Verônica e meu tio Eliseu. Queria ir até Ariézia, meu primo Márcio e tio Ismael mas não sabia o local. Deixei o cemitério com uma paz maior que aquele que me levou até lá. A noite nos reunimos a volta de uma mesa farta, feliz e serena para comemorarmos a vida. Era aniversário de meu irmão Nanaldo e de meu sobrinho Vanilsinho. A vida segue, entre lágrimas e sorrisos, segue.

A GRANDE REVOLUÇÃO

  Jesus convocou o mundo para o maior desafio já visto: ama o teu próximo… eu sempre digo: dura coisas nos pediste. Pedir para amar é pedir...